A escolha pelo time Carta ou Manuscrito pode ser diferente para leitores e espectadores do filme de 2026
Por: Dianne Guerson
Eu estava muito ansiosa para assistir a Verity, adaptação do suspense de Colleen Hoover com roteiro de Nick Antosca e direção de Michael Showalter. Queria finalmente entender o motivo de tanta gente falar sobre a famosa carta e o manuscrito que cercam a história. Como não li o livro, acredito que isso acabou me poupando de possíveis decepções com a adaptação, já que assisti ao filme sem ter uma expectativa baseada na obra original.
O longa começa apresentando Lowen (Dakota Johnson), e logo nos primeiros minutos somos colocados diante de uma cena bastante brutal: ela presencia um acidente e termina coberta de sangue. A reação da personagem naquele momento já dá pistas de que estamos diante de alguém que carrega algo muito mais complexo do que aparenta, e isso desperta a curiosidade sobre o que podemos esperar dela ao longo da história.

Gostei dos personagens e, principalmente, da atmosfera de drama psicológico construída pelo filme. Existe uma sensação constante de desconforto e dúvida, que funciona bem para uma história em que o espectador precisa questionar o que é verdade e o que pode estar sendo manipulado.
Por outro lado, senti que o filme perde um pouco a mão durante o desenvolvimento da história. Em determinado momento, quando Lowen começa a se envolver e se aproximar de Jeremy (Josh Hartnett), marido de Verity (Anne Hathaway), a narrativa passa a dar mais espaço para o lado sexual, e achei que isso acabou tirando um pouco da força do suspense psicológico que vinha sendo construído.

Ainda assim, o ponto que mais funciona para mim está justamente no final. O filme consegue deixar aquela pulga atrás da orelha: afinal, Verity estava contando a verdade em sua carta ou em seu manuscrito?
Talvez essa seja a maior qualidade de Verity: mesmo depois dos créditos, a história permanece na cabeça. E, para um suspense psicológico, conseguir fazer o público continuar questionando o que realmente aconteceu é, sem dúvida, um ponto positivo.



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