Com ótimas cenas de ação e trilha sonora empolgante, o público pode acompanhar a jornada de um Peter Parker maduro e próximo do personagem dos quadrinhos
Por: Jociane Miranda
Após ter sido apagado da memória de todos no filme anterior, o Homem-Aranha, vivido por Tom Holland, enfrenta uma fase de isolamento e conflito pessoal, em que busca estabelecer os papéis que o definem como um super-herói e como Peter Parker, sua verdadeira identidade.
Afastado do convívio social com a namorada MJ (Zendaya) e o melhor amigo Ned (Jacob Batalon), o herói entrega-se totalmente ao salvamento da cidade de Nova Iorque em parceria com a polícia, auxiliando na redução da criminalidade no local.
Nesse cenário, o Homem-Aranha depara-se com um novo desafio: auxiliar o Departamento de Controle de Danos a conter uma nova ameaça à cidade, a vilã que consegue manipular e controlar a mente das pessoas, realizando as mais incríveis proezas e conseguindo iludir o próprio herói através de suas lembranças.
Em busca de identificar a vilã e procurar uma estratégia para vencê-la, Peter Parker se envolve com vários vilões vindos de aventuras anteriores e até com o Incrível Hulk (Mark Ruffalo) como um oponente ocasional. Mas sua maior batalha está em seu interior, na luta pelo controle das emoções, na tentativa da estabilização dos poderes especiais, na restauração de vínculos perdidos do passado
O Homem-Aranha de Um novo Dia é o que mais se aproxima do personagem original dos quadrinhos, depressivo e cheio de conflitos, mas também revela-se alguém à procura do amor e do crescimento pessoal.
Muito mais do que o fator psicológico explorado na trama, o filme mantém a tradição de mostrar ótimas cenas de ação, passeios pelo alto dos edifícios através de teias eficientes e tiradas bem humoradas que rendem boas risadas, o que garante a satisfação dos fãs.



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